Fio de Ariadne: A importância de desistir

25 março 2014

A importância de desistir


Conferi no dicionário. Desistir: renunciar; abrir mão de; não querer continuar; abster-se. Lembrei dos conselhos tantas vezes recebidos: não desista, siga em frente, persevere! Normalmente obedeço. Sou das mais resistentes. Mas chega hora em que o corpo cansa, a cabeça esquenta, o coração quer sossego.

Hoje eu quero desistir. E não há mal algum nisso. Desistir nem sempre é abrir mão de algo bom. Muitas vezes insistimos no que já não funciona (ou nunca funcionou). Arrastamos histórias, acumulamos mágoas, alimentamos expectativas que só aumentam a ansiedade e a insônia.

Eu desisto. Renuncio a esperanças infundadas e desejos escondidos. Abro mão do risco. Não quero continuar o que já não me faz bem. Abstenho-me da espera.

Desisto e ponto. Sem olhar para trás. O novo é o que me interessa. Às vezes desistir nada mais é que ganhar um mundo de outras possibilidades. Não é o fim. É o início de um novo caminho. Mais divertido, mais leve, e sem essa corrente incômoda que me impede de desbravar o mundo.


2 comentários :

Ana Beatriz Goulart Pereira disse...

Chamo isso de desapegar-se, desapropriar-se, abandonar-se à certeza do que se é, na delícia da leveza de ser... E quando fazemos isso, no instante seguinte, nos inunda uma paz infinita, inexplicável, porque percebemos que, na verdade, tomamos posse da única coisa que realmente importa: nossa essência, em paz, livre. E, por isso mesmo, não perdemos nada... só ganhamos!Bingo, amiga!!

Ariadne Lima disse...

É isso aí, Bia! Estar em conexão com a nossa essência é exercício difícil, árduo, mas, como tudo na vida, fica mais fácil com a prática. E, então, percebemos que pessoas, coisas e situações ao nosso redor são complementos. Importantes, mas complementos. A paz e a felicidade estão aqui dentro. E só. Um beijo!