Fio de Ariadne: Do caos à estrela

15 setembro 2013

Do caos à estrela


Não saber é dolorido. O desconhecido me amedronta. Estar sozinha me intimida. Não tem você pra me dar a mão. E aqui dentro está tudo tão bagunçado que eu não posso te dar a mão também. Eu com a minha bagunça, você com a sua. Vamos seguindo com nossos caos internos sem que possamos nos ajudar.

Tenho medo. Sou um bichinho encolhido, acuado pelas incertezas da vida. Você é uma delas. Mas, não se preocupe, a culpa é toda minha. E isso é uma das poucas coisas que eu sei. Sei também que não dá pra relaxar quando alguém pode te derrubar da nuvem a qualquer instante. Deveria haver um passaporte só de ida pra Felicidade. Eu te levaria comigo, se você quisesse. É certo que assim não existiriam tantas dúvidas, nem medos.

Ir ao estado feliz e ter que voltar, sem longa estadia, é mais difícil do que nunca ter ido. Da próxima vez, quero ir pra ficar. O convite está feito. Uma hora nosso caos interno há de virar estrela, como prenunciou Nietzsche. Então, fica combinado assim: a gente se encontra lá, na Felicidade. Ou, quem sabe, partimos juntos. Aposto que a paisagem da estrada é sensacional.

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