Fio de Ariadne: Sobre amor e liberdade

15 agosto 2013

Sobre amor e liberdade


Hoje quero exaltar o amor. Mas não o amor-prisão, ao qual muita gente se auto-condena. Reverencio o amor-liberdade, que é o amor genuíno, sem misturas erradas e que, por isso mesmo, é o que está mais perto da felicidade. Os relacionamentos felizes são como laços, que além de bonitos podem ser desfeitos a qualquer momento sem deixar marcas. Isso não significa que sejam frágeis e se desfaçam à toa. Muito pelo contrário: fazemos questão de manter os laços porque eles nos unem sem apertar. Relacionamentos doloridos funcionam como algemas. E das algemas queremos nos livrar o quanto antes!

Amar de verdade é deixar o outro livre para  ter seus próprios momentos, fazer suas próprias escolhas. E, curiosamente, nos relacionamentos onde há liberdade, na maior parte do tempo a escolha é justamente estar com o parceiro. É claro: relacionar-se é exatamente uma escolha e nós gostamos de estar onde somos livres.

Tristes são os relacionamentos em que o casal limita-se ao outro. Todos temos uma infinidade de conexões possíveis com outras pessoas, outras atividades e com nós mesmos. Por que não aproveitá-las? Explorar as diferentes possibilidades da vida não significa trair ou ser um mau companheiro. A fidelidade ao outro começa quando somos fiéis a nós mesmos.

Assim, desejo que, antes de mergulhar em um relacionamento, todos entendamos bem a diferença entre submissão e respeito, possessividade e cuidado, sufocamento e presença, falatório e diálogo, obrigação e opção, dependência e liberdade, apego e amor.

E que, uma vez comprometidos, sejamos LIVRES para sempre.

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