Fio de Ariadne: Portas

30 agosto 2013

Portas



Estou deixando todas as portas abertas. As que me levam a algum lugar e as que trazem as pessoas aqui. São portas diversas. Estou cercada delas. Não faço distinção, nem penso em fechá-las. Quero o intercâmbio, a movimentação. Quero a benção da escolha. Portas são como pontes. Sempre ligam a alguma coisa. Deixá-las abertas pede coragem. Nunca se sabe quem vai entrar e nem sempre temos ideia do lugar aonde levam. Mas uma coisa é certa: algo será diferente. Portas são anti-monotonia. Levam a outras perspectivas, outras possibilidades. O excesso de zelo, às vezes, faz a vida chata. Deixo todas as portas abertas e jogo todos os trincos fora. Menos armada, mas nem por isso menos segura. É sempre bom ressignifcar a vida.

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