Fio de Ariadne: Gente placa tectônica

21 maio 2013

Gente placa tectônica


Na vida, esbarramos com gente de todo o tipo. Há quem seja ponte: pessoas que unem, abrem espaço para o progresso, deixam fluir. Mas há também aquele tipo de gente placa tectônica: entra em choque o tempo todo, causa terremoto, provoca fendas algumas vezes irreparáveis. É um tipo triste, abafado, acostumado às profundezas. Desconhece a suavidade da brisa e a doçura das boas relações. É gente que não toca. Esbarra. São pessoas que não conseguem ver o mundo acima das próprias cabeças e não sabem fazer nada além do que aprenderam a vida toda: terremoto. Desconhecem e não se interessam em conhecer qualquer outra forma de ação, outro modo de vida. Nasceram e morrerão placas. Viverão segregadas pelas fendas que elas mesmas criaram.

Eu prefiro as pontes. Quero o outro lado, busco diferentes horizontes. Não gosto de esbarrões. Dou mais valor ao toque. Faço questão da brisa, sem perder o contato. E, pra mim, tremor só se for de emoção. E que seja de alegria.

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