Fio de Ariadne: Crônica de uma morte desejada

05 maio 2013

Crônica de uma morte desejada


Veneno que mata aos poucos.
Olho de chimbra.
Bala que me acerta
e me percorre inteira.
Morro assim, parte a parte,
centímetro por centímetro.
Sem saber.
Sem entender.
Refém de mim mesma
e do seu ar tão distraído
que cheira a blasé.

Que fique claro, rapaz:
não tenho paciência nem idade
para amores de Platão.
Seja breve, então:
deixe-me ou me arrebate.
Resolve logo esta pendência e,
de frustração ou de outros ãos,
mate-me.

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