Fio de Ariadne: Setembro 2012

03 setembro 2012

Dona Leveza, pode sair!




Quero a leveza com a qual aprendi a ver a vida. Resolveu fugir de mim. Ir pra algum lugar escondido. Provavelmente dentro de mim mesma. Ser leve nunca significou ser frágil. Como diria Clarice, leve como a brisa ou forte como uma ventania. Dá pra ser as duas coisas na mesma alma. E foi sempre assim que levei a vida. Não é agora que vai ser diferente. Portanto, dona leveza, trate de sair de trás da cortina. Já posso ver seus pezinhos por baixo da barra. Não há o que temer. Basta sair e dançar pela sala. Do jeito que você sabe fazer como ninguém. Com os cabelos soltos e a cabeça livre. Liberta dos gessos que algumas mentes pequenas insistem em te colocar. Você pode voar. E sabe bem que pode ir bem alto. Na altura da sua coragem. Da sua força. E da sua vontade de ser feliz.