Fio de Ariadne: Setembro 2011

18 setembro 2011

Boas vibrações



Eu posso sentir as vibrações. Perfume de boas energias, bons pensamentos. São muitas orações, palavras de carinho e desejos de bem. Eles chegam a mim. São pessoas queridas que querem, sinceramente, a minha felicidade. Talvez nem saibam que elas também estão nas minhas preces. Fazem porque querem bem. Sem sentimentos de troca. Minha felicidade é a felicidade deles. E vice-versa.

Há algo novo se aproximando. Para mim e para muitos. E esse desejo de paz, essa oração quase em uníssono, torna a transição mais tranquila e proveitosa. Passamos por muitos ciclos na vida e, sem dúvida, muitos outros virão. Faz parte do nosso aprendizado. Estar aqui, neste mundo aparentemente maluco, tem que significar alguma coisa.

Encarar a espera não é fácil mas é, sem dúvida, uma das maiores bençãos da vida. Enquanto esperamos, amadurecemos. Sempre há algo a ser aprendido ou compreendido na espera. Tempo é benção. Toda espera tem utilidade. Sempre há algo a se tirar dela.

Algumas vezes tive que esperar. Em todas, aprendi algo precioso e minha paciência sempre foi recompensada. Mais uma vez, há algum tempo eu espero. Há um bom tempo eu espero. Sinto que essa espera está chegando ao fim. Neste momento, a espera é ainda mais inquietante. Meu desafio agora é não deixar que a ansiedade tome conta de mim. Serenidade é o que eu persigo. E consigo. Sempre consegui.

Para tornar tudo mais fácil, tenho eles e suas orações. Tenho o abraço. E a energia de quem, mesmo de longe, me diz: calma! Vai dar tudo certo.

07 setembro 2011

Sobre aprendizados e receitas


É, Alice... Já faz quase um ano. Os dias passam rápido. Bem mais rápido, aliás, que as nossas dores. O bom da vida é que, no fim das contas, elas também acabam passando. Nem parece que um ano atrás você vivia e sentia aquilo tudo, daquele jeito, com aquela intensidade. O tempo passa e com ele passa um pouco da gente. Mudamos. E aí está você, bem diferente do que era há alguns meses. Não que você não seja mais você. Você tem sido mais Alice a cada dia. E isso te garante autonomia para absorver o positivo das transformações da vida.

Hoje você sabe que aquela vivência mais fez mal do que bem. Hoje a balança funciona. E não é curioso que seja quando você não precisa mais dela. Naquela época você precisava não tê-la. Parece maluco, mas não é. A vida nem sempre faz sentido.

Hoje você lembra as palavras e as acha frias, vazias, com o peso do “não ter o que dizer”. Faltou recheio naquele bolo. E, sabe, Alice, é muito triste viver sem recheios. Esqueça as receitas erradas, os ingredientes em falta. Pegue os que você tem em mãos e faça algo, se não saboroso, ao menos divertido. Você era leve demais para aquela massa. Continue experimentando e experimentando-se. Assim você compreende que errar a mão também faz parte da construção de um grande mestre cuca. Delícia viver.

Bon appétit!