Fio de Ariadne: “Amor que nunca morre”

20 agosto 2011

“Amor que nunca morre”


Quintana andou dizendo que “a amizade é um amor que nunca morre”. Adoro essa frase, mas, por algum tempo, tive minhas dúvidas. Achei que morresse, sim. Foi então que descobri, que, se morre, a justificativa é muito simples: não era amizade. Sábio Quintana! O que morre é aquela tal ilusão, uma relação cheia de interesses e de mão única. Não era amizade!

Estive pensando que os amigos nos conquistam, como qualquer paixão arrebatadora faz. É um relacionamento de cumplicidade, presença, prazer em estar com o outro, dividir pensamentos e experiências. Quando ganhamos um novo amigo, nos apaixonamos por ele. Gostamos de estar com ele, das risadas que damos juntos, dos micos que pagamos, dos desabafos, das conversas “cabeça”, dos olhares cúmplices, dos códigos e piadas que só o outro entende. Um amor verdadeiro e desinteressado e que, sendo real, nunca morre.

Como de qualquer relacionamento, da amizade, espera-se o mínimo de reciprocidade. Rima óbvia, não? Não para algumas pessoas. A amizade é um sentimento vivo, precisa de cuidados para não morrer de inanição. Há muitos maus cuidadores da amizade. Que a transformam em uma máquina qualquer, que só funciona enquanto tem algo de artificial para sustentá-la. Deixa, então, de ser amizade. Hora ou outra, a tal bateria acaba. É a paixão que nunca passa a amor. Aquilo que podia ser, mas acabou nunca sendo. Morre. E, aí meus caros, fica difícil fazê-la voltar a viver. É como um namoro acabado, depois de cair na mesmice. Não há confiança, não há mais tesão, não há mais a menor motivação para largar tudo e ir socorrer o outro. Era um quase amor. Platônico. Não correspondido. E aí não tem jeito: morre mesmo.

3 comentários :

Talita Cruz disse...

Olá moça..que saudade dos seus textos! Já tive algumas "amizades" que morreram, mas felizmente a vida sempre traz pessoas especias que nos faz acreditar na amizade novamente...bjus

Tate Bispo disse...

o bom é que a vida nos traz surpresas de "amor-izades" que a gente achava que não ia vingar! De repente...crescem os botões e se transformam em lindas rosas...
;)

Ariadne Lima disse...

Ei, Talita, obrigada pela visita! Acho que agora as coisas voltam ao seu curso normal. :) Tate, as surpresas da vida são mesmo o que ela tem de melhor. ;) Beijos!