Fio de Ariadne: Novembro 2010

17 novembro 2010

De carne e osso

"Vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que, se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas, por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão." Verônica H.



Eu não sou um blog, uma tela de computador, um SMS. Não sou uma conta no twitter, uma foto no facebook, uma empresa, uma profissão. Eu sou gente. Carne, osso e muito sangue. Tem um coração acelerado aqui dentro. Ele sente amor, raiva, tristeza, birra, alegria, tesão. Este corpo - ora frio, ora em febre - abriga uma cabeça cheia de histórias, ideias e caraminholas por tabela.

Como qualquer ser humano, eu preciso de beijos, abraços, toques, sorrisos e cheirinhos. Preciso que alguém me olhe com fome. Quero elogio, água na boca, confidências, pegada. Preciso que alguém discuta comigo a filosofia pós-moderna, o cosmo, a lei anti-fumo, a nova economia mundial. Antes disso, porém, preciso de quem sente comigo na calçada, admire a lua, coma um cachorro quente do carrinho da praça, morrendo de rir do molho na bochecha.

Isso tudo porque eu sou gente. Eu fantasio coisas, eu interajo, eu me decepciono, eu espero respostas. Eu também tenho receios, eu também lembro o passado, eu também temo o futuro. E pouco me afeta tudo isso. É volátil demais pra me prender as pernas. Ficam as experiências, o que eu trago dessa bagunça toda dentro de mim. Necessito mais do que palavras: de sentimento. Quero mais do que o olhar: o raio-X. Preciso mais do que a presença: a intensidade.

Respiro fundo. Eu posso pular agora mesmo. E você?

14 novembro 2010

10 mandamentos da balzaquiana feliz

Este post foge um pouco à linha principal do blog, mas acho que merece o espaço. Como alguns sabem, sou a mais nova balzaquiana neste mundão. 3.0, completados com orgulho (e carinha de 20) no último 12/11. De presente, duas amigas e um amigo queridos, companheiros inseparáveis de almoço, prepararam-me uma lista pra lá de especial: os 10 mandamentos da balzaquiana feliz. Segundo os autores, são coisas que nunca fiz e preciso fazer para marcar a tão importante troca de idade. Não sei se de fato vou cumprir alguma delas, mas as boas risadas que me garantiram já contribuiram muito para que eu seja uma balzaquiana feliz!

Vejam aí!

PS: reparem nas assinaturas de "testemunhas" e "ciente" no fim do texto.

12 novembro 2010

"Uma eterna criança, meu bem"


Hoje é meu aniversário
Corpo cheio de esperança
Uma eterna criança, meu bem
Hoje é meu aniversário
Quero só noticia boa
Também daquela pessoa, oba

Hoje eu escolhi passar o dia cantando
De hoje em diante
Eu juro felicidade a mim
Na saúde, na saúde, juventude, na velhice
Vou pelos caminhos brandos
A minha proposta é boa, eu sei
De hoje em diante tudo se descomplicará
Com um nariz de palhaço
Rirei de tudo que me fazia chorar
Cercada de bons amigos me protegerei
Numa mão bombons e sonhos
Na outra abraços e parabéns

Quero paparicações no meu dia, por favor
Brigadeiros, mantras, músicas
Gente vibrando a favor
Vamos planejar um belo futuro pra logo mais
Dançar a noite toda
Fela Kuti, Benjor e Clara

Dar este o espaço

Parabéns Bianca!
Parabéns Felipe!
Parabéns Micael!
Parabéns Mateus!
Parabéns Artur!
Parabéns Luisa!
Parabéns eu! Parabéns eu!

Parabéns Brendon!
Parabéns Guiga!
Parabéns Mayanna!
Parabéns João!
Parabéns Duda!
Parabéns Dri!
Parabéns eu! Parabéns eu!

Vanessa da Mata


04 novembro 2010

Recado ao medo


Ei, seu medinho de merda, cafajeste de quinta, picareta escolado, saia daqui. Não há espaço pra você na minha vida. Já faz um tempo acreditei nas coisas que você dizia, no fracasso que você me anunciava, nas feridas que, de longe, você já me trazia. Hoje sou eu a escolada, não caio mais na sua cilada, quero mais é ser feliz. Quero sentir o frio na barriga, quero roer as unhas de ansiedade, mas certa de que o que vir, virá para me tornar melhor.

Já saquei qual é a sua. Você tem gosto pela estagnação alheia, pela inércia daqueles que você consegue convencer. Não caio mais. Hoje sou livre e me lanço. Danço na pista, de olhos fechados, braços e sorriso abertos. Tudo muito melhor sem você. Se eu cair? Dane-se, senhor medo! Levanto e vou dançar em outras pistas, outros ritmos e, o que é melhor: mais madura e com mais sabedoria.

Você não me faz falta. Quero o sabor do perigo, a busca do desconhecido, o motor que me leva a algum lugar. Quero gargalhar da sua cara, zombar do que me para, e dizer: “Qual é? Agora eu vou a qualquer lugar!” Lamento dizer, velho medo: per-deu.

Sem você, eu corro todos os riscos. Inclusive, o de ser feliz.