Fio de Ariadne: Equações da vida

15 agosto 2010

Equações da vida


Não sou do tipo que aceita migalhas. Sempre gostei do pleno. Dou-me inteira, lanço-me. Nada mais justo que não admitir menos que isso. Não espero mais do que pode me dar. Quero apenas o que é capaz de oferecer. E sei que pode me oferecer bem mais que seu medo. Estou certa que a comodidade da sua covardia não é o melhor que pode alcançar.

Conselho de quem lhe quer bem: entregue-se. Sinta o vento percorrer o seu corpo, eriçando seus pelos. Sinta-se vivo. Há muito mais sabores no mundo que o feijão com arroz que te sustenta. Feche os olhos, não tenha medo da vida, nem seja tolo de pensar que tem algum controle sobre ela.

A equação matemática de viver é apenas esta: somos inteiros que se somam. Juntos nos multiplicamos. Sozinhos deixamos que tolices como o medo nos subtraiam. É, então, que viramos números primos, solitários, divisíveis apenas por um, quando o resultado é igual a nós mesmos. Sem acréscimos. Sem nada a mais que a nossa mesmice. Uma sem “graceza” sem fim.

5 comentários :

Talita Cruz disse...

"Há muito mais sabores no mundo que o feijão com arroz que te sustenta."

Adorei essa frase!! Que bom que vc voltou a postar, estava sentindo falta dos seus textos...bjss

Ariadne Lima disse...

Oi, Talita... Que bom que gostou e veio me visitar depois do meu sumiço! É que às vezes a escrita tira férias da gente... Acho que ela fica de saco cheio de tanta humanidade. rs Um beijo!

Lígia disse...

Perfeito seu desabafo! Como sempre!!!

Abraços, amiga!

Leonardo Xavier disse...

Interessante essa idéia e parece que é meio assim que as pessoas se comportam: acovardam-se diante da possibilidade de uma vida plena.

Ariadne Lima disse...

É, Leonardo... Eu mesma já fiz isso várias vezes. Agora cansei. Quero pular de braços abertos. rs Bjo!