Fio de Ariadne: Trocas da convivência

28 junho 2010

Trocas da convivência

Conviver é uma troca. Como toda troca, pode ser vantajosa ou não. A boa notícia é que quem determina se vai ser vantajosa ou não somos nós mesmos. Quando convivemos com alguém, a relação freqüente acaba nos brindando com um pouco do que o outro carrega. Às vezes incorporamos trejeitos, expressões, ideais, visões de mundo e até mesmo características da pessoa próxima. O que percebo, entretanto, é que nem sempre há um filtro, um “controle de qualidade” do que extrair de outra pessoa.

Reparo o quanto é delicioso aprender com o outro e até mesmo mudar nosso ponto de vista por entender que o dele é mais bacana. No entanto, vejo que o que algumas pessoas absorvem de outras é exatamente aquele defeitinho chato, que lhes tira todo o charme. Uma mania, uma implicância ou até mesmo a falta de sensibilidade. Algumas pessoas têm o dom de ensinarem às outras como não sentir. Outras têm o dom de aprender. Quando duas pessoas assim se encontram, o resultado é a multiplicação de chatices.

Penso, então, que, antes de ser uma troca, conviver é uma arte. A arte de saber que o outro sempre tem coisas muito mais legais pra nos doar do que defeitinhos absolutamente deletáveis. A procura por algo de bom pode ser longa em alguns casos, mas, sem dúvida, vale bem mais que multiplicar chatices por aí. Se for para brincar de matemática, que seja povoando o mundo de boas ações, bons sentimentos, boas atitudes. Exercício de hoje: pensar sobre o que estamos, sem perceber, aprendendo. E ensinando.

3 comentários :

Perdido é todo o tempo que em amor não se gasta. disse...

Perfeito o seu Post, estava pensando nisso esses dias, observando algumas expressões que o meu grupo de amigos têm em comum.
Essa propaganda é muito bem bolada, devíamos pensar bem na influência que passamos aos nossos mais próximos, principalmente às crianças.
Abç,
Neilon

Leonardo Xavier disse...

Eu gostei do post e achei que o vídeo realmente complementa ele perfeitamente.

Eu acho que é bem por aí, eu quero saber qual o exemplo que estamos dando, não só para crianças, mas para as pessoas que vivem ao nosso redor.

Luiz de Aquino disse...

Esse flagrante da passabem sob o florir dos ipês em cores, tendo o azul do céu por pano de fundo chega-me com o tom de um conto em seu começo... Continue! Viage! Crie e navegue... E nós, súditos leitores, deliciar-nos-emos como encanto da sua arte em letras!

Beijo meu.